RITUAL DE INICIAÇÃO — 15º GRAU
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES E PREPARAÇÃO
A meditação profunda é um dos caminhos mais capazes de elevar o ser humano a um reencontro consigo mesmo. Os grandes iniciados, os verdadeiros guias espirituais da humanidade, em todos os tempos, recorreram invariavelmente à meditação profunda para além do mundo profano, buscando um despertar íntimo que os tornasse capazes de exercer o seu ministério em benefício de todos. Por isso, seria imprudência iniciar este ritual se:
a) eu for conduzido até aqui por simples curiosidade;
b) eu não compreender que, para bem empregar a vida, é preciso refletir sobre a morte;
c) houver o receio de que eu descubra os meus próprios defeitos;
d) eu estiver apegado às distinções do mundo profano;
e) eu for dissimulado, pois seria descoberto pela minha própria consciência;
f) eu estiver com medo, pois sei que não seguiria adiante.
Seria igualmente imprudente iniciar este ritual sem antes ter me questionado, em algum momento da minha vida, sobre:
a) quais os meus deveres para com Deus;
b) quais os meus deveres para com a Humanidade;
c) quais os meus deveres para com a Pátria;
d) quais os meus deveres para com a Família;
e) quais os meus deveres para comigo mesmo.
O presente ritual foi concebido para execução estritamente individual, permitindo que o membro da Sublime Classe da Ordem Opus Ipsum do Brasil - SCOOIB realize sua imersão nos mistérios do décimo quinto grau. O neófito atua, simultaneamente, como postulante, oficiante e guardião deste ritual.
1.1 Elementos Necessários
Para a realização do ritual, são necessários os seguintes elementos:
a) uma espada (representando a justiça);
b) três velas brancas (representando a pureza, a luz e a verdade);
c) um copo com água (simbolizando a saciedade);
d) um exemplar das Sagradas Escrituras (aberto na Epístola de Tiago, capítulo 1, versículo 27);
e) um símbolo da Ordem (ou imagem que remeta aos Cavaleiros Templários).
1.2 Elementos Opcionais
São considerados elementos opcionais:
a) um barrete branco (representando a pureza);
b) uma túnica branca (representando a luz);
c) uma capa de ombro vermelha (representando a verdade).
1.3 Do Ambiente
Este ritual deve ser conduzido em um espaço isolado, livre de interferências externas, ruídos ou distrações, propício à introspecção profunda e acompanhado de música apropriada (recomenda-se a reprodução do Hino Hebreu para Adorar a Deus).
2 ABERTURA
O oficiante acende as três velas, dá três batidas com o punho da espada e profere a fórmula de abertura:
A religião que Deus aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo. (BÍBLIA, 2000, Tiago 1:27).
3 CÂMARA DE REFLEXÃO
Consagro os princípios sagrados que regem a minha jornada e o meu compromisso com esta respeitável Ordem.
A Reconstrução do Templo: Inspirado no retorno dos hebreus do cativeiro na Babilônia sob a liderança de Zorobabel, compreendo e declaro que a verdadeira polidez é contínua e reconstrói o que a ignorância e a tirania destruíram.
A espada e a colher de pedreiro: Simbolizam a dualidade do meu dever, mantendo-me sempre pronto a defender os princípios da Fraternidade contra as opressões, sem jamais abandonar o trabalho construtivo da Humanidade.
A fidelidade aos juramentos: Aceito que este grau teste a minha constância perante as dificuldades internas, lembrando-me firmemente de que os compromissos com a verdade e a justiça não devem ser abandonados sob pressões externas.
A liberdade e a tolerância: Presto profundo respeito à jornada do cativeiro à libertação ao resgatar o sublime ideal de que a liberdade é uma conquista que necessita de vigilância permanente e renovação constante.
4 JURAMENTO
Colocando a mão direita sobre um exemplar das Sagradas Escrituras, o oficiante pronuncia seu voto solene:
Eu, postulante ao décimo quinto grau, assumo solenemente perante a minha consciência e o legado desta respeitável Ordem o compromisso de combater o bom combate. Prometo empenhar minhas forças no amparo aos vulneráveis, no socorro aos necessitados e na defesa da retidão de caráter.
Voto guiar-me pelos princípios da pureza, da luz e da verdade, rejeitando a corrupção do mundo e o aplauso fácil dos homens. Que o meu trabalho seja imaculado, resiliente e integralmente direcionado ao bem comum e à glória de Deus. Assim seja!
5 SOLIDARIEDADE
Os repasses aos programas do UNICEF dependem integralmente de contribuições voluntárias. Por isso, a SCOOIB trabalha para arrecadar recursos, como forma de assegurar os direitos de cada família em situação de vulnerabilidade.
- Modalidade: PIX (CNPJ)
- Chave: 56.147.406/0001-56
- Favorecido: Sublime Classe da Ordem Opus Ipsum do Brasil — SCOOIB
5.1 Oração pela Contribuição
Após a contribuição, o oficiante recita:
Em socorro aos órfãos e às viúvas, aceitai, Senhor, os dons do vosso servo em festa e concedei o fruto da eterna alegria a quem destes motivo de tão grande júbilo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
6 CONSAGRAÇÃO
O oficiante bebe o copo com água e diz:
Assim como a água sacia o corpo físico, que a esperança na vida eterna e a certeza da misericórdia divina saciem minha alma neste solene ritual. Consagro-me, neste instante, como postulante, oficiante e guardião do ritual do décimo quinto grau.
7 BÊNÇÃO E ENCERRAMENTO
Para concluir este ritual, o oficiante estende as mãos e recebe a força divina para o retorno ao mundo profano:
O Senhor me seja favorável, dirija-me o seu rosto e me dê a paz. A alegria do Senhor seja a minha força. Vou em paz, na companhia do Senhor. Graças a Deus!
O oficiante dá três batidas com o punho da espada e apaga as três velas. Este ritual está finalizado.
REFERÊNCIAS
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição revista e corrigida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
SUBLIME CLASSE DA ORDEM OPUS IPSUM DO BRASIL - SCOOIB. Ritualística e Ritos. Rio de Janeiro: SCOOIB, 2024. Disponível em: https://scooib.com. Acesso em: 26 jun. 2024.
