3º Grau — Mestre do Deserto
ORIENTAÇÕES SOBRE A EMISSÃO DE DIPLOMA INSTITUCIONAL
O Diploma emitido pela Sublime Classe da Ordem Opus Ipsum do Brasil (SCOOIB) constitui a chancela oficial do progresso moral do praticante e de seu compromisso de servir à comunidade.
A totalidade dos recursos arrecadados com a taxa de emissão de diplomas destina-se ao custeio de ações assistenciais.
O atendimento para solicitação de diplomas realiza-se via aplicativo de mensagens (WhatsApp): (21) 97437-7896.
RITUAL DO 3º GRAU — MESTRE DO DESERTO
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES E PREPARAÇÃO
A meditação constitui uma das vias para a elevação interior e o autoconhecimento. Os praticantes de tradições espirituais e iniciáticas recorreram historicamente à reflexão reservada, afastando-se de distrações externas com o intuito de estruturar a conduta em favor do bem comum.
O início da execução deste rito pressupõe a ausência das seguintes condições limitantes:
a) ser motivado por mera curiosidade;
b) desconsiderar a reflexão sobre a finitude da vida e a brevidade do tempo;
c) recear o reconhecimento de limitações e imperfeições pessoais;
d) priorizar distinções sociais ou cargos profanos;
e) agir com dissimulação perante a própria consciência;
f) ceder ao medo de assumir compromissos morais.
Recomenda-se que o praticante reflita sobre os seguintes pontos de introspecção antes da abertura dos trabalhos:
a) os deveres para com o Criador;
b) os deveres para com a Humanidade;
c) os deveres para com a Pátria;
d) os deveres para com a Família;
e) os deveres para consigo mesmo.
Este instrumento destina-se à execução individual pelo Missionário do Batismo em seu ambiente reservado, marcando a imersão nos ensinamentos do 3º Grau — Mestre do Deserto.
1.1 Elementos necessários
Para a realização do rito, utilizam-se os seguintes elementos simbólicos:
a) um malhete (representando a autoridade e a vontade dirigida);
b) três velas brancas (representando a busca pela pureza, pela luz e pela verdade);
c) um copo com água (representando a renovação e a saciedade espiritual);
d) um exemplar das Sagradas Escrituras aberto na Epístola de Tiago, capítulo 1, versículo 27;
e) um símbolo da SCOOIB.
1.2 Elementos opcionais
Admite-se o uso dos seguintes itens complementares:
a) um barrete branco (simbolizando a pureza de intenções);
b) uma túnica branca (simbolizando a vitória da luz);
c) uma capa de ombro vermelha (simbolizando a defesa da verdade).
1.3 Do ambiente
O trabalho deve ser conduzido em espaço isolado e isento de interferências externas ou ruídos. Recomenda-se a reprodução de fundo musical solene propício à reflexão.
2 ABERTURA
O Missionário do Batismo acende as velas, efetua três golpes com o malhete e profere a leitura de abertura:
A religião que Deus aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo. (BÍBLIA, 2000, Tiago 1:27).
3 MEDITAÇÃO RESERVADA
O Missionário do Batismo profere as reflexões das subseções a seguir.
3.1 O autodomínio e a contenção das paixões
Adentro o deserto da minha própria interioridade, afastando-me de todas as distrações e ilusões do mundo profano. Na solidão sagrada da minha consciência, assumo o governo absoluto sobre a minha mente, o meu corpo e as minhas emoções.
Reconheço que as paixões desordenadas — o impulso da ira, o descontrole do desejo, o apego ao poder e a busca por prazeres efêmeros — constituem correntes que aprisionam o espírito e desviam a alma do caminho da retidão. Submeto a minha vontade à razão e aos preceitos do Criador, impondo o freio da temperança a cada inclinação desregrada.
Ergo em meu interior o trono da sobriedade. Declaro que não mais serei escravo dos meus impulsos, mas senhor absoluto das minhas reações, governando o meu ser com firmeza, equilíbrio e serenidade.
3.2 A superação das tentações do ego
Diante da vastidão do deserto, encaro o maior dos meus adversários: a iludida soberba do meu próprio ego. Confronto a vaidade que busca a exaltação pessoal, a ambição que cobiça posições terrenas e o orgulho que resiste ao perdão e à humildade.
Renuncio ao desejo de domínio sobre os meus semelhantes e à necessidade de aprovação profana. Compreendo que a verdadeira maestria não reside em subjugar o mundo, mas em vencer a si mesmo e em dobrar o joelho diante da grandeza de Deus e da necessidade do próximo.
Venço as tentações da autossuficiência e da presunção. Firmo os meus passos na rocha da humildade e da verdade, dedicando cada vitória moral à edificação do templo interior e à glorificação da obra divina. Assim seja!
4 JURAMENTO E COMPROMISSO MORAL
Com a mão direita sobre o exemplar das Sagradas Escrituras, o Missionário do Batismo pronuncia o voto solene:
Eu assumo solenemente, perante a minha consciência e a tradição desta Ordem, o compromisso de aperfeiçoar o meu caráter, fortalecer a minha espiritualidade e prestar auxílio aos vulneráveis. Prometo guiar-me pelo princípio da pureza, da luz e da verdade, rejeitando a corrupção e as vaidades temporais. Que o meu trabalho seja resiliente e direcionado ao bem comum, e à glória de Deus. Assim seja!
5 SOLIDARIEDADE E COMPROMISSO PRÁTICO
A manutenção das ações assistenciais da Ordem e o suporte aos programas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apoiam-se no aporte de contribuições voluntárias destinadas ao amparo de famílias em situação de vulnerabilidade.
Para a efetivação do gesto solidário, disponibilizam-se os dados de contribuição:
a) modalidade: PIX (CNPJ);
b) chave: 56.147.406/0001-56;
c) favorecido: Sublime Classe da Ordem Opus Ipsum do Brasil (SCOOIB).
5.1 Oração de oferecimento
Após a destinação do recurso assistencial, o Missionário do Batismo recita:
Aceitai, Senhor, o oferecimento de vosso servo em favor do amparo aos necessitados. Concedei a perseverança nas obras de fraternidade e a virtude da retidão. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
6 CONSAGRAÇÃO
O Missionário do Batismo bebe o conteúdo do copo com água e pronuncia a fórmula consagratória:
Assim como a água sacia o corpo, que a esperança e a busca pela retidão fortaleçam a minha alma. Consagro-me, neste instante, como Mestre do Deserto.
7 BÊNÇÃO E ENCERRAMENTO
Para o encerramento dos trabalhos e o retorno às atividades diárias, o Mestre do Deserto profere a bênção final:
O Senhor me seja favorável, dirija para mim o Seu rosto e me dê a paz. A alegria do Senhor seja a minha força. Sigo em paz. Graças a Deus!
O Mestre do Deserto efetua três golpes com o malhete e apaga as velas, dando por encerrado o rito.
REFERÊNCIAS
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição revista e corrigida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
SUBLIME CLASSE DA ORDEM OPUS IPSUM DO BRASIL. Declaração de Aprendizado e Compromisso Iniciático da SCOOIB. Rio de Janeiro: SCOOIB, 2024. Disponível em: https://scooib.com. Acesso em: 26 jun. 2024.
